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Encerrando novembro – Violência contra as Mulheres: Uma história que ainda precisa de um final feliz

Lançamento da campanha  Quem Ama Abraça Fazendo EscolaO Mês de novembro marca, ano após ano, os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Brasil, começa no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra (data da morte de Zumbi dos Palmares). Passamos por várias datas importantes como o dia 25/11 – Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres; o 1º de dezembro, Dia de Enfrentamento à Aids; o dia 6/12 – com a Campanha do Laço Branco – homens pelo fim da violência contra a mulher; até chegar no dia 10 de dezembro, com o Dia Internacional do Direitos Humanos. Nesse período, as mulheres vão firmes e fortes para as ruas clamar pelos seus direitos, contra as violências em todas as suas formas, contra a opressão e o preconceito. Cada vez mais as fileiras se engrossam e mais e mais mulheres se somam contra o obscurantismo, os retrocessos e a dor que o machismo, o racismo e a intolerância espalham entre nós. Conquistamos muitas coisas e entre elas a Lei Maria da Penha – que este ano celebrou 10 anos; o Ligue 180, gratuito, para denúncias; uma tipificação penal para o feminicídio; serviços de atendimento à mulher por todo o país, entre outras políticas públicas graças à existência de um Organismo especial, com status de ministério e com recursos orçamentários para promover e implementar políticas para as mulheres. Mas ainda precisamos avançar muito em nossa agenda para vencer o patriarcado e os preconceitos. É só olharmos à nossa volta e prestarmos atenção no que nos apontam alguns indicadores. Segundo o Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil (Flacso/Opas-OMS/ONU Mulheres/SPM) dos 4.762 assassinatos de mulheres foram registrados em 2013 no país e destes 50,3% foram cometidos por familiares; 33,2% destes crimes foram praticados por parceiros ou ex. O homicídio de mulheres negras aumentou 54% em 10 anos. 85% das mulheres brasileiras têm medo de sofrer violência sexual. Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. 94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema. (Pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil ( Instituto Avon / Ipsosentre -2011) Isso sem falar na questão da desigualdade salarial, na administração do tempo, na saúde, enfim, na integralidade de direitos que ainda está a dever muito às mulheres. Por essas e outras, ainda temos muito caminho pela frente no sentido de superar o machismo e os preconceitos que ainda nos colocam num lugar de desigualdade que não é em nada compatível com o real papel que desempenhamos no desenvolvimento de nossa sociedade e nosso país e em nada condizente com século XXI. Comente aqui

AS AMIGAS/OS DO BLOG – UM FELIZ 2016 E CONTINUEM COM A GENTE!

feliz_ano_novoNós aqui do blog e da Campanha Quem Ama Abraça Fazendo Escola desejamos agradecer a todas e todos que têm feito seus comentários em nosso espaço, mandado suas contribuições, tirado suas dúvidas e, enfim, entrado em contato conosco, mantendo a Campanha ativa e útil para quem quer enfrentar a violência contra as mulheres e tornar nosso mundo um lugar melhor para se viver. Vocês são parte super importante da engrenagem dessa luta que não pode parar, pois são vocês que falam com as pessoas nas ruas, nos bairros, nas escolas, nas igrejas, no trabalho, nos transportes, enfim, em todos os lugares. Vocês têm a voz, têm o poder! Vamos continuar, porque, infelizmente não podemos parar já que a violência contra as mulheres é um fenômeno que não acabou! Luta que segue! Um Feliz 2016 para vocês, minhas amigas e meus amigos! Observação: queremos pedir desculpas pela demora em responder alguns de vocês. Não foi por nossa vontade, mas houve um problema no serviço que nos atende no blog e os comentários não estavam simplesmente entrando. Apareceram todos juntos apenas ontem. Ficamos felizes por ter vocês por perto, mas chateadas por não ter atendido de pronto. Vamos corrigir isso. Abraços. Comente aqui

FELIZ 2016! Paz, saúde, amor, igualdade, tolerância e liberdade!

562618-970x600-1“Não se Nasce Mulher. Torna-se Mulher.” (Simone de Beauvoir) 2015 foi um ano bizarro, podemos apostar, para a maioria das pessoas. Mas como todo ano bizarro que termina, deixa na frente uma esteira de esperança. Tudo o que vier só poderá ser melhor. Fazendo uma pequena retrospectiva, para nós, mulheres, além de perdermos algumas valiosas feministas, companheiras e aliadas de luta que se foram deixando sementes de saudades por toda parte, sofremos alguns terríveis retrocessos e outras péssimas confirmações. No entanto, fomos surpreendidas com uma tremenda aposta para o futuro. Dentro das lamentáveis confirmações, a violência contra as mulheres, por exemplo, continuou pontuando alto no ranking e os índices de naturalização da violência nos relacionamentos ainda é alto. Ela continua a ser mais associada à agressões físicas e atitudes violentas como ameaçar, xingar, humilhar, controlar, impedir de sair ou de usar determinada roupa, entre outras, ainda não são, na maioria das vezes, reconhecidas como violência. Para 70% da população, a mulher sofre mais violência dentro de casa do que em espaços públicos no Brasil. Uau! Aí está o problema presente no cotidiano da maior parte dos brasileiros, de todas as classes sociais. Tivemos o reconhecimento da tipificação penal para o crime de feminicidio, assassinato de mulheres pelo fato de serem mulheres. Vitória? De Pirro, pois é o reflexo do alto número de assassinatos de mulheres no Brasil. Entre 2001 a 2011, estima-se que ocorreram mais de 50 mil feminicidios: ou seja, em média, 5.664 mortes de mulheres por causas violentas a cada ano segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Por aqui, as mulheres que são a maioria da população, passaram a viver mais, têm tido menos filhos, ocupam cada vez mais espaço no mercado de trabalho e, atualmente, são responsáveis pelo sustento de 37,3% das famílias. Entre os eleitores, as mulheres também são maioria. Nas eleições de 2014, o Tribunal Superior Eleitoral tinha em seus registros 77.459.424 eleitoras diante de 68.247.598 eleitores do sexo masculino. Na escolaridade elas estão na frente. O número de mulheres consideradas analfabetas teve redução e do total de, aproximadamente, 4,9 milhões de jovens, entre 15 e 17 anos de idade, do ensino médio, a proporção de mulheres é maior – 54,7% – diante de 45,3% de homens. No nível superior completo o número de mulheres que completam a graduação já é, também, percentualmente, maior. Beleza! No entanto, no mais do mesmo, apesar de tudo isso, as mulheres continuam a padecer de uma diferença para menos na remuneração salarial em relação aos homens, para o mesmo cargo e com as mesmas funções. E, como já dito, continuam a sofrer violência doméstica em todas as suas formas. As lutas para afirmar e reafirmar seus direitos mais elementares, como aqueles que dizem respeito às suas escolhas e a seu próprio corpo, são permanentes e as palavras de ordem nos dão, por forças das circunstâncias impostas, a sensação de que voltamos século e meio atrás. Vimos, tristemente, em 2015, uma exacerbação de uma história que queremos interromper. Que queremos jogar no lixo, como o retrocesso, a não garantia de nossos direitos, a violação de nossas conquistas! Fora no lixo. Que tudo isso vá embora com 2015. Mas de 2015 queremos guardar e levar para 2016 e para sempre a “Primavera das Mulheres”. A demonstração da força que jovens mulheres exibiram nos últimos episódios em defesa da democracia, contra o retrocesso, pela conquista e preservação dos direitos das mulheres. Foi a coisa mais linda de se ver e viver! A luta feminista, que nunca deixou de existir, ganhou novas cores, novos tons, mas retomou a defesa do feminismo que se mantém ativo desde séculos. Poderosas, decididas, destemidas, elas ativaram as #AgoraéQueSãoElas – contra o projeto de lei que retrocede o direito ao aborto em caso de estupro; a #PrimeiroAssédio incentivou mulheres a colocar para fora a ferida da violência; elas foram para as ruas se manifestar, levando seus filhos a tiracolo e companheiros parceiros. Encheram as ruas nos últimos acontecimentos em defesa da liberdade, nas cidades do Brasil, com direito a belas performances como a da atriz Luciana Pedroso que, nua, desfilou em frente à Câmara, no Rio de Janeiro, contra o PL 5.069/13 e os estereótipos da beleza feminina. As Mulheres Negras marcharam soberbas sobre Brasília, organizando a I Marcha Nacional de Mulheres Negras, reunindo aproximadamente 50 mil mulheres contra o racismo e pelo bem viver. Foi lindo! E, por fim, mas muito importante, teve o ENEM que trouxe a boa nova de abrir espaço para discutir a discriminação contra as mulheres e relembrar a querida Simone de Beauvoir: “Não se nasce mulher. Torna-se mulher”. E, falando em ENEM, temos que de citar os jovens de São Paulo, que com sua determinação e valentia reverteram uma decisão totalmente sem sentido do governador do estado, em relação ao fechamento de escolas. Foram firmes, maduros na luta e vitoriosos! E é isso aí. Mulheres de todas as raças, etnias, idades, orientação sexual, diferentes segmentos culturais, sociais, educacionais, escolhas profissionais, enfim, de uma gama enorme de diversidade, estão fartas da desigualdade e da violência física ou verbal que ainda assombram suas vidas. E para não dizer que não falamos das flores, vamos pedindo licença às queridas feministas uruguaias, e lançamos mão de sua máxima, para terminar: “ Tirem seus rosários dos nossos ovários.” Comente aqui

JUSTIÇA E GÊNERO – BALANÇA?

15 anos após matar a mulher, Simone Maldonado, com sete tiros, o réu confesso e médico Luiz Henrique Semeghini, 57 anos, foi condenado no dia 08/10/2015, pelo júri popular de Fernandópolis(SP) à pena de 16 anos e 04 meses de prisão. Foram 15 horas de julgamento, de um crime acontecido há 15 anos, no dia 15 de outubro de 2000.

O assassino foi condenado por 4 votos a 1, por homicídio qualificado, quer dizer,  sem chance de defesa para a vítima. Bem que a defesa tentou apelar para a surrada e despropositada argumentação – quando se trata de crimes de violência contra as mulheres – de “violenta emoção” do réu confesso, mas, dessa vez, não colou.

Entretanto – justiça sempre tão tardia? – ele vai continuar em liberdade! enquanto sua defesa recorre da sentença (mais uma vez). Como em liberdade ficou em toda a fase do processo. E o advogado do réu, Alberto Zacharias Toron, ainda vai tentar anular o julgamento. Como isso é possível? Com base em que?

Que justiça é essa?Perguntamo-nos quando essas coisas acontecem: terão os senhores advogados filhas mulheres? Netas? Irmãs? Mães? Que razões levam a essa exacerbação do machismo que cega princípios, intuição, lógica, realidade, verdade?

Quando olhamos para trás e rememoramos o caso, a situação fica ainda mais absurda. O assassino era casado com a vítima com quem tinha filhos pequenos, sendo a mais velha de apenas 13 anos. Quer dizer, ao matar Simone condenou os próprios filhos à orfandade, ou seja, à privação do convívio com a mãe. Frio e calculista, ao contrário do que alega sua defesa ao tentar envolvê-lo numa atmosfera de violenta comoção, colocou um travesseiro sobre o corpo de Simone, que já estava deitada, com o provável fim de abafar os tiros e fez sete disparos com um revólver calibre 32: três atingiram o queixo e quatro o estômago da vítima. Simone teve morte instantânea. Mais agravante? A filha de 13 anos estava em casa nesse momento e poderia ter visto tudo!

Motivo? Teoricamente Simone queria separar-se dele que não aceitava o fato.

Após o crime, Semeghini fugiu para Londrina (PR). Retornou a Fernandópolis (SP) em outubro de 2000, ficou 4 meses detido (!!), obteve habeas corpus (!!!) no Tribunal de Justiça. Beneficiado por uma enxurrada de recursos dos seus advogados de defesa e outras artimanhas judiciais Semeghini passou ao largo da prisão.

De adiamento em adiamento, só foi ter um novo julgamento em 2008, condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão em regime inicial fechado. Do Fórum seguiu para a cadeia de Estrela d’Oeste. Mas o encarceramento durou apenas 12 dias (pasmem!) devido a um novo habeas corpus do TJ!!!

Desde então, casou-se novamente, atendeu em seu consultório de otorrinolaringologia a todo vapor e coordenou o Centro de Referência em Saúde, da Prefeitura de Fernandópolis.

“Esperamos que o júri aconteça e que haja a condenação. É a única hipótese plausível. Assim poderemos ter paz nas nossas vidas”,  desabafou o irmão de Simone Maldonado, Ralph, antes do último julgamento do dia 08/10images (1).

Esperamos que agora a justiça seja feita, ainda que tardiamente.

A justiça foi decretada e tem que ser cumprida. Não existe criminoso condenado sem pena paga. Isso é impunidade. E chega de impunidade  nos crimes contra as mulheres!

 

 

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Justiça para Simone

 capasimnosimoneHá 15 anos, Simone Maldonado foi covardemente assassinada com 7 tiros, por seu marido e pai de seus filhos, após uma discussão, dentro do quarto do casal, ela já deitada na cama. A arma foi um revólver calibre 32,  três tiros atingiram o queixo e quatro o estômago da vítima. Simone teve morte instantânea. Na casa estavam os filhos sendo que a mais velha tinha apenas13 anos e não ouviu os disparos, pois o assassino – o  médico  Luís Henrique Semeghini – colocou um travesseiro entre a vítima e a arma para abafar o ruído dos tiros.  Semeghini continua impune até hoje graças a brechas da Justiça que o dinheiro pode pagar através de advogados caros. Finalmente, foi marcado, pela 2ª Vara Criminal de Fernandópolis, para o dia 28 de agosto próximo o julgamento de  Luís Henrique Semeghini.  Este será o segundo julgamento de Semeghini, já que o primeiro, em 2008, quando foi condenado a 16 anos de prisão, foi anulado pelo Tribunal de Justiça (TJ) devido a uma falha técnica da ata de julgamento, que contabilizou erroneamente os votos dos jurados.

Não vamos deixar que mais um crime covarde contra as mulheres, fruto do machismo dominante, fique impune!!! Vamos fazer pressão!

Leiam, abaixo, a carta do irmão de Simone!

 

 

Julgamento de Luís Henrique Semeghini. A ocorrer em 28/08/2015 (6ª feira próxima),as 8h,em Fernandópolis/SP.

Meu nome é Helio Maldonado Filho.

Na madrugada de 15 de Outubro de 2000, minha irmã, Simone Maldonado, foi covarde e barbaramente assassinada pelo marido, o médico Luís Henrique Semeghini, porque ela estava decidida a terminar o casamento.

O crime ocorreu na residência do casal, em Fernandópolis/SP, distando 110 km de São José do Rio Preto. Ela foi morta com 7 tiros, 4 dos quais quando ela já estava agonizante, desfalecida, caída no chão. Deixou 3 filhos e estava com 36 anos. Era uma pessoa doce, carinhosa; tinha a vida pela frente. Apesar de ter ocorrido há 15 anos, este crime segue impune.

Contando com recursos materiais de monta e advogados hábeis (Dr Alberto Toron), Semeghini vem manipulando, explorando os meandros de nosso processo penal, comprando tempo e liberdade, esquivando-se de seu encontro com a justiça. Foi levado a júri popular em Out/08, quando foi condenado a mais de 16 anos de prisão. Recorreu da sentença e, devido a um erro de digitação no acórdão do julgamento, conseguiu a anulação daquele júri pelo Tribunal de Justiça. O falecido jurista Marcio Thomas Bastos, que havia sido  contratado como assistente de acusação, comentou sobre este caso em uma entrevista no Programa do Jô, na Rede Globo.

Durante este tempo, Luís Henrique Semeghini casou-se novamente e leva sua vida como se nada houvesse acontecido. Desta forma, além da perda, tem-se também a dor provocada pela impunidade, esta doença endêmica que corrói nosso país. É quase impossível descrever a frustração que se experimenta quando se depende de nosso processo legal para a reparação de um mal que lhe foi feito, ou a punição de um criminoso confesso.

Não se imagina como é constrangedor, humilhante mesmo, encontrar um criminoso como este no dia a dia de uma comunidade. Não se imagina a sensação de impotência que se tem ao encontrá-lo, frente a frente, num supermercado, numa loja, num posto de gasolina…

Enfim, um novo julgamento foi marcado para 28 de Agosto próximo, no fórum de Fernandópolis/SP, com início previsto para as 08:00 horas.

Venho aqui fazer esse desabafo buscando sua ajuda para a divulgação deste caso porque, infelizmente, me parece que se não houver exposição intensa as chances de fazer com que este criminoso responda por seus atos são mínimas.

No meu entender, este assassino precisa ser justa e corretamente punido para evitar que crimes como este continuem a ocorrer e se repetir. Embora a dor seja da família, a impunidade é uma ofensa e um problema de toda a sociedade.

Obrigado pela sua atenção

 

Helio Maldonado Filho

17 99621 7426    hmaldonadofilho@yahoo.com

 

 

 

 

Quem Ama Abraça – Clipe original 2011

Grandes artistas já abraçaram essa causa. Chegou a sua vez!

Veja o clipe, curta a nossa página no Facebook nos ajude a multiplicar o poder de um abraço.

Artistas que apoiam
Em 2011, os artistas Alcione, Ana Carolina, Beth Carvalho, Carlinhos Brown, Chico César, Daniel, Daniel Boaventura, Daniela Mercury, Ed Motta , Elba Ramalho, Elisa Lucinda, João Gabriel, Jorge Vercillo, Lenine, Luiz Melodia, Martinho da Vila, Margareth Menezes, Monique Kessous, Roberta Sá e Teresa Cristina generosamente abraçaram a campanha Quem Ama Abraça!, participando deste clipe.

Realizado pela REDEH e o IMM, com música de Gabriel Moura e Rogê, o clipe original contou com direção musical de Guto Graça Mello, direção de Denise Saraceni e participação da Rede Nami.

Daniela Mercury, Elisa Lucinda, Chico César e Elba Ramalho gravando a participação no clipe da campanha Quem Ama Abraça.

Sobre a campanha
A campanha nasceu no âmbito das celebrações dos 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra as Mulheres, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o intuito de conscientizar o mundo sobre o grave problema que as mulheres enfrentam; e dos 20 anos da campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo fim da violência contra as Mulheres, criada pelo Centro para a Liderança Global das Mulheres (Center for Women’s Global Leadership – CWGL) para enfatizar que esta forma de violência é uma grave violação dos direitos humanos.

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30 anos depois, um Conselho…

11752582_443422502497496_4704864822759670971_nEm cerimônia realizada no Palácio da Cidade, em 14/7/2015, organizada pela Secretária Municipal da Mulher – Ana Rocha – o Prefeito do Rio de Janeiro sancionou a Lei 1.304/2015 que cria o Conselho dos Direitos da Mulher da Cidade do Rio de Janeiro, o CODIM – Rio, uma reivindicação de mais de 30 anos dos movimentos das mulheres cariocas. Assim, depois de muitas lutas, muitas batalhas, muito clamor, finalmente, as cariocas viram aprovada, na Câmara dos Vereadores, por unanimidade, a Lei de criação do Conselho. Mas, é claro, não caiu do céu! Além da luta das mulheres, contou muito o trabalho persistente da Secretária Ana Rocha, da vereadora Tânia Bastos, presidente da Comissão Permanente de Defesa da Mulher e a clareza de visão do Prefeito Eduardo Paes para que víssemos atendida essa tão antiga demanda. Falando do CODIM-Rio, ele será vinculado à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM-Rio) e terá 22 conselheiras titulares e 4 suplentes! Todas serão nomeadas pelo Prefeito, metade entre representantes do poder público e outra da sociedade civil. O Conselho desenvolverá ações integradas e articuladas com a SPM-Rio e demais órgãos públicos para a implementação de políticas públicas comprometidas com a eliminação dos preconceitos e desigualdades de gênero. Acompanhará a elaboração e execução de programas de governo, no âmbito municipal, em relação às questões referentes à cidadania das mulheres. Vai Estimular, apoiar e desenvolver estudos e debates sobre as condições em que vivem as mulheres na Cidade, propondo políticas públicas para eliminar todas as formas de discriminação e, ainda, vai divulgar, fiscalizar e exigir o cumprimento da legislação em vigor relacionada aos direitos assegurados às mulheres. Então, em 14/7/2015, data em que o Prefeito sancionou a Lei, o Rio das mulheres amanheceu cantando! Esperamos que ele continue assim, cantando. A gente vai estar aqui, como sempre, para tomar conta e garantir a nossa canção de direitos! Comente aqui

TIREM O PRECONCEITO DO CAMINHO QUE QUEREMOS PASSAR COM NOSSA FORÇA

mapa-do-brasil-etniasNa semana passada assistimos a episódios bastante simbólicos do machismo e do racismo que ainda campeiam em nossa sociedade. O velho patriarcado e o mais podre racismo deram as caras de forma nada sutil, muito pelo contrário, desafiando uma sociedade que já avançou muito além do que gostariam aqueles que vivem acorrentados aos preconceitos e a uma visão do mundo que beira a era medieval. Estamos no século XXI… Quem ainda não sacou? Ainda ficamos perplexas com a ira desmesurada desses fantasmas do passado que rondam nosso presente! Quantas mortes já morreram, quantas vidas já perdemos, quanta destruição à nossa volta e ainda existe ira para despejar sobre quem legitimamente mostrou sua força e vive a vida com direitos que conquistou a duras penas e que hoje a sociedade lhes reconhece? Fala sério! Respeito é bom e todas e todos gostamos! O exemplo do que fizeram com a Presidente Dilma foi um desrespeito à pessoa, às mulheres, à República, da qual ela é o símbolo mais importante no momento. O que fizeram com Maju, a repórter da Globo, cortou um pedaço de nós, de nossa integridade, de nossa honra, lançou vergonha sobre o que sempre achamos que não é possível ser mais vergonhoso do que já é: o racismo. Comentamos estes dois casos porque vieram a público intensamente. Então estamos usando-os como exemplos. Mas sabemos que isso é uma pauta, lamentavelmente diária, em nossa sociedade. Tudo isso, acreditamos, tem um pouco a ver com o fato de as mulheres estarem mais e mais poderosas. Isso atiça a ira do patriarcado, dos machistas, dos inseguros. Afinal, as meninas foram feitas para perder, não é mesmo? Nos jogos, nas lutas, nos embates… Não é isso que eles aprendem a vida toda? Mas, quer saber? Tratem de desaprender! Viemos ao mundo para ganhar! Se quiser, venha junto! Agora é irreversível! Comente aqui

Pé na estrada!

Lançamento da campanha  Quem Ama Abraça Fazendo EscolaA Campanha Quem Ama Abraça Fazendo Escola está com o pé na estrada por este Brasil afora e por onde passa deixa uma onda de mudança entre educadoras/es, jovens e crianças. Ao som das versões da música, com o material preparado com carinho e cuidado e com o amor e empenho das/os professoras/es, diretoras/es, das Escolas, Secretarias de Educação e dos Organismos de Gestão de Políticas para as Mulheres a Campanha vai longe, muito longe, até chegar no mais remoto cantinho desse imenso Brasil e sacudir com nosso abraço quem ainda acha que pode bater em mulher. XÔ Violência, XÔ Machismo!!! A fila de pedidos para lançamentos é grande e entre os mais recentes nós vamos dar um alô para Joinville, em Santa Catarina, para Teresina, no Piauí, para Brasília/DF, Mogi das Cruzes em São Paulo, para Belo Horizonte, Minas Gerais, Juazeiro do Norte no Ceará e Serra no Espirito Santo. Assim vamos percorrendo o Brasil de norte a sul, distribuindo nosso abraço que é forte e pela melhor causa da mundo: a não violência contra as mulheres e a defesa dos seus direitos!!!! Comente aqui

1º Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres

Logo seminárioE vai acontecer em São Paulo o 1º Seminário Internacional Cultura da Violência contra as Mulheres, entre os dias 20 e 21 de Maio próximo. O evento é uma iniciativa do Instituto Patrícia Galvão e do Instituto Vladimir Herzog em parceria com a ONU Mulheres, a Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República, e a Fundação Ford.

O Seminário reunirá um amplo elenco de especialistas e representantes de organismos e instituições nacionais e internacionais para provocar um debate inédito, aprofundado e propositivo sobre a cultura de violência contra as mulheres, em suas diversas formas e visando alcançar um pacto global de não-tolerância a essa cultura.

Detalhes do programa podem ser acessados em http://www.scovaw.org/pt-BR que também poderá ser visto em espanhol e em inglês.

Local: SESC Pinheiros, localizado na Rua Paes Leme, 195.

São Paulo / SP

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