Encerrando novembro – Violência contra as Mulheres: Uma história que ainda precisa de um final feliz

Lançamento da campanha  Quem Ama Abraça Fazendo EscolaO Mês de novembro marca, ano após ano, os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres. No Brasil, começa no dia 20 de novembro, Dia Nacional da Consciência Negra (data da morte de Zumbi dos Palmares). Passamos por várias datas importantes como o dia 25/11 – Dia Internacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres; o 1º de dezembro, Dia de Enfrentamento à Aids; o dia 6/12 – com a Campanha do Laço Branco – homens pelo fim da violência contra a mulher; até chegar no dia 10 de dezembro, com o Dia Internacional do Direitos Humanos. Nesse período, as mulheres vão firmes e fortes para as ruas clamar pelos seus direitos, contra as violências em todas as suas formas, contra a opressão e o preconceito. Cada vez mais as fileiras se engrossam e mais e mais mulheres se somam contra o obscurantismo, os retrocessos e a dor que o machismo, o racismo e a intolerância espalham entre nós. Conquistamos muitas coisas e entre elas a Lei Maria da Penha – que este ano celebrou 10 anos; o Ligue 180, gratuito, para denúncias; uma tipificação penal para o feminicídio; serviços de atendimento à mulher por todo o país, entre outras políticas públicas graças à existência de um Organismo especial, com status de ministério e com recursos orçamentários para promover e implementar políticas para as mulheres. Mas ainda precisamos avançar muito em nossa agenda para vencer o patriarcado e os preconceitos. É só olharmos à nossa volta e prestarmos atenção no que nos apontam alguns indicadores. Segundo o Mapa da Violência 2015: Homicídios de Mulheres no Brasil (Flacso/Opas-OMS/ONU Mulheres/SPM) dos 4.762 assassinatos de mulheres foram registrados em 2013 no país e destes 50,3% foram cometidos por familiares; 33,2% destes crimes foram praticados por parceiros ou ex. O homicídio de mulheres negras aumentou 54% em 10 anos. 85% das mulheres brasileiras têm medo de sofrer violência sexual. Seis em cada 10 brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica. 94% conhecem a Lei Maria da Penha, mas apenas 13% sabem seu conteúdo. 52% acham que juízes e policiais desqualificam o problema. (Pesquisa Percepções sobre a Violência Doméstica contra a Mulher no Brasil ( Instituto Avon / Ipsosentre -2011) Isso sem falar na questão da desigualdade salarial, na administração do tempo, na saúde, enfim, na integralidade de direitos que ainda está a dever muito às mulheres. Por essas e outras, ainda temos muito caminho pela frente no sentido de superar o machismo e os preconceitos que ainda nos colocam num lugar de desigualdade que não é em nada compatível com o real papel que desempenhamos no desenvolvimento de nossa sociedade e nosso país e em nada condizente com século XXI. Comente aqui

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